tortura limpa
tortura limpa
2007- Percursos da Arte no século XXI, Museu Brasileiro da Escultura, MUBE, São Paulo
2010- 12 Salão Nacional de Artes de Itajaí, Santa Catarina
backlight, 80 x 55 x 12 cm, caixa de madeira preta fosca com porta, 210 x 70 x 70 cm e timer
O livro a Ditadura escancarada, segundo volume da série sobre a ditadura militar no Brasil, escrito pelo jornalista Elio Gaspari, cita o fato do governo brasileiro ter importado, entre 1968-1970, um sistema inglês que buscava a tortura limpa. Foram construídos no Rio de Janeiro, quatro cubículos. um, forrado de isopor e amianto, era uma geladeira. Outro, uma câmara de ruídos, o terceiro era todo branco e o último preto. Destinava-se a desestruturar a personalidade dos presos sem que fosse necessário tocá-los. Um manual de interrogatório da CIA, ensinava, que, privadas dos estímulos sensoriais, as pessoas passavam por alucinações, desenvolviam superstições e afeiçoavam-se a qualquer coisa viva. Os cubículos serviam como um anexo, não como substituto ao pau-de-arara e ao choque elétrico. Eram uma modalidade asséptica, um luxo.