inabitado

inabitado, 2023


fotografia digital e poema


 


olho pela janela


não há ninguém


 


o vazio


nada


desaparecimento


 


não visto


 


o calor


 


não existo


 


o vazio permanece


 


frágil ser


 


nos olhos do outro vejo o que não queria ver


 


profunda tristeza


 


a terra